Capítulo 40.


Aperto bem o único objeto preso em minhas mãos trêmulas, reação causada pelo momento em que eu a vi tão próxima a ele. Passo a acreditar que Justin, definitivamente, está arrependido pelo que aconteceu e que, apesar de todos os ocorridos, quer, mais do que ninguém, nossa vida de volta. E enquanto eu ando pelas calçadas acinzentadas e observo cada perímetro ser deixado para trás, sinto que perco algo. Perco aquela segurança que abrangi antes de deixar minha cama essa manhã, perco a razão e a predomino abaixo das dobras dos meus joelhos que tanto tremem por conta do nervosismo que me invade, me sufoca.
Ao me sentar no sofá, encaro os quatro cantos escuros do lugar, sinto meu cheiro se propagar com aquela lembrança que tenho da primeira vez que estive aqui com ele. Naquele dia, eu senti como se realmente tivesse uma família. A nossa.
Parcialmente cansada e confusa, encaro por alguns instantes o número por trás do visor manchado pelas marcas dos meus dedos.
"Eu sei que está um pouco tarde, mas eu preciso muito falar com você essa noite."
E alguns minutos depois, quando já me livrei do vestido de festa e da maquiagem excessiva, sua presença toma conta do local e eu me alegro por vê-lo sorrir no segundo em que nossos olhares se esbarram.
Paro as xícaras sobre mesinha central e, por alguns segundos, me perco em pensamentos fúteis, como me questionar o porquê de ela parecer tão desalinhada quanto agora.
— Fiquei preocupado com sua ligação. — assim que diz, Pierre beberica o chá quente que preparei há pouco tempo. A noite está fria, eu sinto como se quisesse algo para aquecer minha alma. — Aconteceu algo?
Com extrema vontade, balanço a cabeça. Não posso parar de olhar o chão que tem como camada confortante, um carpete veludo e de coloração neutra.
— Pierre! — falo para chamar sua atenção, embora eu saiba que, agora, seus olhos havanos encaram a expressão involuntária que meu rosto transfere. — Eu não sei como começar esse assunto.
— É sobre minha proposta? — subo minha face, eu o olho esperançosa, apesar do semblante desmanchado. Eu não consigo parar de pensar nos dois juntos. Eu queria que Justin tivesse largado tudo e vindo atrás de mim, me pedido para ficar até eu ceder e abraçar seu corpo, sentindo como se eu pudesse respirar meu último suspiro.
— Eu não posso ir com você. — finalmente respondo o que de fato ultrapassa minhas veias e segue na direção em que minhas memórias se localizam. — Eu estou grávida.
Como um movimento acelerado, Pierre move seu rosto e encara meu corpo, sem prestar depoimento quanto ao que eu disse, sentindo que isso é capaz de me degradar fisicamente e emocionalmente, não importa a maneira como sua voz posse fluir a partir do momento em que eu me focar no silêncio.
— Eu quero ser honesta com você, apesar de tudo. Porque, desde o início, você vem sendo uma pessoa incrível. Mas eu não posso fingir que está tudo bem, quando isso se trata mais sobre outras pessoas do que sobre mim. — ouço o barulho que a xícara faz ao se colidir com o pratinho por baixo, ambos em minhas mãos trêmulas, que realçam meu nervosismo. — Eu nunca consegui me afastar dele por completo, eu sempre me senti fraca ao ponto de me entregar quando...
Pierre se inclina e recolhe os objetos das minhas mãos. Eu o olho, pois percebo que isso o preocupa, que ele não quer que eu me entregue dessa maneira à vulnerabilidade, embora eu consiga sentir minha fraqueza escorrer pela lateral da minha face.
— Selena, você não precisa me falar sobre isso, se não quiser. — quando o ouço, de um jeito calmo e confortante, movo minha cabeça o bastante para demonstrar que preciso dizer tudo aquilo que eu quero que ele ouça.
— Me desculpe.
— Por que está se desculpando, meu bem? — sinto a espessura de seu dedo alcançar um local próximo ao meu olho esquerdo. Aquela lágrima escorre e se prende à pele dele. — Desde o começo, eu sabia que vocês tinham uma história e eu nunca tentei te fazer esquecer isso. — minha respiração volta ao normal, uma vez que antes aparentava escapar de maneira diferente. — Eu sempre quis que você gostasse de mim por vontade própria e não por você achar que é o certo, não por você querer esquecer alguém, mas sim por simplesmente gostar de mim. Ouça, eu adoro você, quero que seja feliz independente da sua escolha. E eu entendo, não vou julgá-la por isso e nem por nenhuma outra razão.
— Você fez e continua fazendo com que eu me sinta tão bem. — o rapaz solta uma risada nasal e pega minhas mãos, acariciando suas costas de modo que me acalma.
— Agora eu só acho que estarei solitário no voo para Paris. — seu semblante se torna sério, ele parece pensar um pouco, ainda que não suspeite dos meus pensamentos.
— Vocês homens são tão desligados, não acha? — locomoção de ideias faz com que Pierre arranque uma expressão confusa. — Tem alguém que esteve esperando por isso há bastante tempo. Ela sempre foi seu braço direito, estou certa?
— Taylor?! — movimento meus lábios num sorriso simples, em seguida, balanço as sobrancelhas.
Nós dois rimos, é como se contássemos segredos um para o outro, em tom baixo, talvez lendo ambas as mentes.
Então, após alguns minutos, nos levantamos. Sinto as mãos de Pierre serem repousadas em minha barriga pouco diferente do que estivera há algumas semanas. Ele encara meus olhos e um sorriso no rosto se intensifica quando penso no quão bom foi ter o conhecido.
— Justin é um cara de muita sorte. — seu sussurro faz com que meu estômago se revire, porém de um jeito bom, quase como se meu coração pudesse soltar pela boca. — Agora, eu preciso realmente ir.
— Eu vou só... — sem finalizar meu aviso, inclino meu corpo e recolho a bandeja prateada, por cima desta, existem as xícaras que usamos para usufruirmos do dócil e caloroso chá.
Assim que passo pelo corredor, aquele responsável por dividir a sala da cozinha larga, ouço batidas na porta, sem antes me dar a chance de observar a silhueta presa sobre o vidro por trás da madeira branca.
Largo tudo sobre a mesa, sentindo algo contagiar minha pele, algo feliz por ter tido uma conversa tão confortante quanto a que foi realizada segundos atrás. Meus passos estão rápidos pelo trajeto que dou em direção à porta em que Pierre se encontra à frente. Mas uma pontada superior é exposta em meu peito quando, enquanto meu sorriso se desfaz daquele semblante alegre que eu erguia, observo os olhos entristecidos de Justin. Ele reveza tamanha atenção entre mim e o rapaz pouco adiante, não muito distante de seu corpo ereto e fragilizado pela respiração de ira que se propaga pelo local.
— O que você faz aqui? — sinto como se essa fosse a segunda vez que ele questiona, pois Pierre mantém uma postura mais acentuada, sem se erguer ao fato de observar a mistura entre sentimentos hostis que Justin transborda.
— Foi bom te ver, Selena. — o moreno se vira um pouco e beija minha testa melada pelo suor de um nervosismo aparentemente explícito. — Nos vemos depois. Durma bem.
Sem esperar com que meus pensamentos saiam pela minha boca em forma de palavras concretas, Pierre curva seu corpo e segue em direção ao caro automóvel estacionado do outro lado da estrada. E não demora muito até que eu o veja desaparecer pela escuridão da noite, deixando o lugar ser preenchido pela decepção que os olhos dilatados de Justin carregam.
— Eu já entendi tudo. — ao dizer, o louro abaixa sua mão esquerda, a responsável por carregar um buquê de rosas brancas. Ele quase o larga, quase permite que todas aquelas pétalas caiam para que qualquer um pise por vontade própria. — Eu sou um idiota por vir até aqui, por pensar que você estaria me esperando.
— Não é o que você está pensando, Justin.
— Eu estou vendo. Aquele cara acabou de sair da nossa casa. O que estiveram fazendo aí durante todo esse tempo? Aliás, esse filho realmente é meu?
Sem pensar duas vezes, apoio todo o peso do meu corpo sobre uma de minhas mãos, repousando-a, com agressividade, num dos lados de seu rosto. Este é virado devido à brutalidade excessiva.
— Como você ousa me perguntar isso?
Justin dá alguns passos para trás e umedece seus lábios com a língua, quase em movimentos atrasados, lentos demais.
— Se a sua intenção era me magoar, parabéns, você realmente conseguiu. — o louro sussurra, mal conseguindo me olhar nos olhos.
Seu corpo se vira e eu começo a perceber seus passos rápidos demais em direção ao carro estacionado ao lado das latas de lixo. Eu o grito tão alto que sinto uma extrema dor abdominal, quase permitindo que minha fibra óssea caia no chão frio devido aos movimentos ágeis que faço quando corro atrás dele. E antes de adentrar em seu carro, Justin joga o buquê na lixeira, fazendo com que uma parte de mim se sinta naquele mesmo local preenchido por arrependimentos e decepções.
— Justin, me deixe explicar. Não aconteceu nada entre mim e ele. — eu digo a partir do momento em que bato as mãos sobre o vidro fechado. Ele encara o volante durante os segundos em que tenta ligar o veículo. — Por favor, me ouça. Não faça dessa forma. Não me deixe aqui sozinha.
— Se afaste do carro, Selena, eu não quero machucar você. — o louro responde, ainda pensando no que achou ter visto, sei disso, pois, de alguma maneira, ele olha para a estrada por trás do pára-brisas.
— Não vá embora, por favor. — é a última coisa que digo.
Afasto meu corpo do carro e o observo se mover lentamente, até correr sobre a avenida vaga e sem uma iluminação constante.
Ligo para Chaz e peço para que traga minhas meninas, porque quero dormir com elas essa noite e talvez todas as outras. Seus corpos quentes me confortam, cada uma de um lado, abraçando-me de maneira tão carinhosa, transferindo amor e calma. Elas me acalmam.


No outro dia.
Sábado, 10h00min AM.
Meu corpo recebe extremidades fortes e, a cada segundo, isso se torna mais frequente, me importunando, embora eu não encontre forças para abrir meus olhos e finalmente sair de um sono profundo.
— Mamãe, acorta. — sua vozinha rouca, agora nesse momento, é a única coisa capaz de me fazer rever tais condições. — Mamãe, a Hope lembrou. A Hope lembrou muito.
— Lembrou do que, meu amor? Deixe a mamãe dormir. — percebo a exaustão em minha voz. Estar grávida sempre me fez sentir vulnerável.
— Mas a Hope lembrou te tuto. Foi a Barbara, a Barbara que fez o totói no bracinho ta Hope.
Abro meus olhos rapidamente, observando o rostinho arredondado da minha garotinha. Seus cabelos estão atrapalhados e há poucas linhas em sua face semelhante a minha.
— Filha, o que você disse?
— A Barbara balançou a Hope muito forte, mamãe. A Hope caiu e machucou. A Hope lembra, lembra muito.
Com agilidade, sento-me sobre a cama e a puxo, fazendo com que a moreninha se aconchegue em minhas pernas.
— Conte para a mamãe direitinho o que aconteceu. — implorando, tento idealizar cada um de seus movimentos com os lábios pequenos e rechonchudos.
— A Barbara tisse que ia balançar a Hope, e ela balançou muito forte. A Hope caiu, caiu muito. E a cabecinha ta Hope toeu, mamãe. Bate nela. Ela machucou sua Hopezinha.
Passo-a para um lado distinto, aquele em Sky permanece deitada enquanto dorme. O que dura por pouco segundos, pois balanço seu corpinho até ver o brilho azul de seus olhos florescer diante à expressão séria que esboço.
— Sky, vá à casa do Brooklyn e o pergunte se ele pode cuidar de vocês enquanto a mamãe sai rapidinho. — ela sorri e boceja durante os segundos que gasta para levantar-se da cama e sair do quarto seguidamente.
Não demoro para me vestir e lavar o rosto, acabando com aquele amasso forte que existia em minha face quase pouco caótica. E quando termino, ao descer as escadas, vejo o garoto sentado num dos sofás enquanto brinca com as minhas menininhas. Ambas sorriem, elas realmente aparentam gostar muito dele.
— Brook, eu realmente não irei demorar. — minha voz escapa no momento em que piso no último degrau da escadaria.
— Não tem problema, eu cuido delas.
— Sky, faça alguma coisa para vocês comerem, mas não mexa no fogão, entendeu? — ela balança a cabeça, mesmo que esteja se pendurando no pescoço do adolescente risonho. — A mamãe não demora.

[...]

Adentro na grande empresa, sentindo o ar gélido debater-se em meu rosto carregado pela ironia de estar aqui novamente depois de tanto tempo. E durante os poucos minutos que passo dentro do elevador, penso no que direi, idealizo uma cena que, sendo franca, é incapaz de se tornar completa. Na verdade, eu sinto como se não soubesse agir quando, finalmente, eu a encontrar. E aquela parte sensata da minha mente escorre por minhas veias e deixa meu corpo ao escorregar por cada junta dos meus dedos que tanto aperto, tentando conter a raiva.
— Sel? — Vanessa questiona-me no momento em que deixo o apertado local acinzentado, que transfere uma insuportável melodia antiga. Talvez dos anos oitenta.
— Justin está? — por mais que eu não queira, acabo sendo rude com aquela pessoa que tanto denomino ser minha amiga. A outra presença no lugar, só faz tudo parecer normal demais.
— Não, mas a Barbara está lá dentro. — a loura aponta para a porta depois das mesas que estabelecem uma entrada inicial.
— Ótimo, melhor ainda.
Ambas as mulheres se entreolham, mesmo que minha fisionomia superior ignore toda a atenção reservada que consigo enquanto ando até a porta do escritório. E com cautela, eu a abro, observando a poltrona de couro virada na direção da parede auto-decorativa, com subseções que reivindicam um ar mais neutro e profissional.
Assim que nos prendo em tal lugar, cortando qualquer visão que Vanessa tem da sala aberta e arejada, com cuidado, tiro meus saltos escuros e os deixo no chão, agora sentindo a frieza do solo por baixo da pele fina dos meus pés.
Posso ouvir a voz esnobe de Barbara soar pelo cômodo, gabando-se por algo, talvez mantendo uma conversa pelo telefone, pois tenho a chance de observar sua base vazia.
— Eu disse absolutamente tudo, não consegui me segurar depois de ouvi-lo me humilhar daquela forma. — ela solta uma risada alta. — E a cara que o Justin fez foi impagável, deve ter se sentindo um idiota depois de saber que nunca traiu a mulherzinha sonsa dele. — a ruiva se silencia por alguns segundos, provavelmente prestando atenção na pessoa que exala sua voz por trás da linha. — E agora? Eu não sei, não o vi ainda. Mas eu não tenho nada a perder, ele terá que me suportar por um bom tempo. Se eu não posso tê-lo, Selena também não o terá, porque eu duvido muito que ela vá acreditar no que ele disser depois de tudo que aconteceu. Ela é burra, mas nem tanto.
Meu sangue parece fulminar abaixo da minha pele e eu o sinto escorrer por minhas veias, sendo capaz de fazer meu coração acelerar. Poderiam meus olhos se tornarem escravos de um ódio que jamais pensei que pudesse sentir antes? É como se minha saliva queimasse cada obstáculo do meu corpo quando essa atravessa a garganta estreita e dolorida pela vontade de gritar, de berrar, de chorar.
— Preciso desligar. Nos vemos à noite, Chant.
Assim que seu braço é esticado ao ponto de conseguir apoiar o telefone em sua base, observo, devagar, a poltrona de couro se mover até que está fique consciente e reta, deixando os olhos azuis da mulher me encarem toda, enquanto eles se arregalam a cada instante, acompanhando a surpresa grandiosa que sua boca faz seguindo os arredores espichados de deus lábios vermelhos.
Imediatamente, solto uma risada alta e por fração de segundos, bato palmas. Provavelmente, cinco vezes seguidas, impulsionando Barbara a erguer seu corpo, ainda assustada pela minha presença.
— Você fez um ótimo trabalho. — eu falo, acabado com o vigoroso silêncio que existia entre nós. Nesse momento, ela não me parece tão assustadora e com sua superioridade elevada quanto todas as vezes que estivemos próximas. — Bom, então tente adivinhar o que eu farei agora.
A mulher se afasta um pouco da poltrona, porém meu corpo sofre um impulso forte o suficiente ao ponto de minhas pernas, mesmo conscientemente trêmulas, andarem com rapidez, acabando com a pouca distância que havia entre ambos os nossos corpos, pouco menos de um metro, o que a mediana mesa de madeira proporcionava.
De imediato, envolvo seus cabelos lisos e ralos em todos os dedos da minha mão direita, puxando-os para baixo até fazer com que Barbara se incline e caminhe pelo local que percorro. Mas antes de jogá-la ao chão, empunho seus fios ruivos até conseguir ter uma boa visão de seu rosto assustado. Com a mão vaga, arrebato a finura de sua face, deixando-a avermelhada devido ao ato agressivo que impus no meu braço, permitindo que cada um dos meus tapas se torne pesado o bastante para conseguir ouvi-la gemer de dor.
— COMO VOCÊ OUSA MACHUCAR A MINHA FILHA? — hesitando a delicadeza, pressiono um pouco mais a mão que segura firmemente seus cabelos e impede que Barbara corra para um local seguro. E a cada segundo, sinto minha palma arder por conta dos inúmeros tapas que deixo seu rosto sofrer.
Imprudentemente, a ruiva apalpa minhas pernas com ambas as mãos e me empurra, colidindo toda a sua força física em meu corpo, até que, por descuido, eu a solto.
— Não me toque, sua vadia! — ela exige, agora engatinhando pelo chão, deixando seus cabelos caírem sobre o rosto. — Você vai se arrepender por isso.
— Você poderia ter mexido com qualquer parte de mim, Barbara. — por conta da curta pausa que exerço entre uma frase e outra, ela se levanta do chão e passa as mãos pelos cabelos. — Mas o seu erro foi ter machucado a minha filha. Ninguém faz isso e sai impune.
— E o que você fará? Vai me bater mais? — de repente, ela gargalha. — Você é patética, Selena. — um pouco depois de trocar alguns olhares comigo, a ruiva passa o indicador em suas narinas, uma de cada vez, e percebe gotículas de sangue escorrerem por sua pele afetada pelas poucas agressões que sofrera. — Sabe, me admira a persistência que ele tem sobre você. Mesmo o culpando por tudo, não teve um só momento em que Justin quis desistir de você. E sabe de uma coisa? Eu fiz tudo. Eu dei um jeito daquelas fotos pararem em suas mãos, eu o fiz se esquecer de todos os compromissos que tinha com você. Lembra-se da noite em que seu bebê morreu? Ele estava comigo, não do jeito que eu queria, mas estava comigo. Sabe o dia do concurso? Eu dei um jeito da audiência durar por mais algumas horas apenas para que ele não conseguisse chegar a tempo. Eu o droguei e o convenci de que você o culpava por tudo. E o melhor, eu empurrei a sua filhinha do balanço. Eu queria que ela morresse, eu queria acabar com a sua vida, tirar tudo de você. E eu quase consegui.
— Sabe de uma coisa? Eu tenho classe, mas sei quando devo descer do salto.
Sinto que perco o controle do meu corpo e tudo parece acontecer rápido demais. O momento em que eu a derrubo outra vez e me sento sobre seu tórax, às vezes arranhando sua face lisa, às vezes enforcando-a e sentindo que nunca um dia aquela sensação de ódio dominou-me com tanta intensidade ao ponto de querer matar alguém.
Ela grita de forma tão alta que começo a notar sua voz se romper aos poucos. E no momento em que ouço o barulho da porta se abrindo, observo Justin correr em nossa direção e puxar meu corpo, afastando-me da maneira destroçada que Barbara se encontra. Agora, ela chora, pressionando seu abdômen e, outras vezes, a região dos ovários. Seu corpo é erguido pela força física de Scooter, ele tenta acalmá-la.
— O que está acontecendo aqui? — o homem pergunta assustado, revezando seu olhar entre mim e a mulher em seus braços. — Barbara, você está bem? Está sangrando. — poderia jurar que ele se refere aos ferimentos que fiz sobre o rosto da ruiva, mas ao abaixar meu olhar e ver um sangue ralo escorrer por suas pernas, tampadas apenas uma saia justa preta, começo a me perguntar o quanto eu a machuquei.
— Eu estou sentindo muita dor. — ela fala, gaguejando e pressionando sua pele por cima das vestimentas.
Em disparada, me percebo tonta. Penso que desabarei, mas sinto Justin prender-me em seus braços. Olho em seus olhos e sinto vontade de dizer, de maneira lúcida, que esse filho é dele, é nosso.
— Tudo bem? — sua voz escapa num sussurro. Eu concordo balançando a cabeça.
— Vanessa! Vanessa! — Scooter grita, com o intuito de fazer a loura ouvi-lo, embora ela esteja do outro lado. — Chame uma ambulância. Barbara parece estar tendo uma hemorragia. — dito isso, ele a pega no colo e caminha em direção contrária, esquecendo das demais presenças no escritório.
Justin puxa meu corpo e me aconchega no único sofá que há no lugar. Percebo o choro começar a tomar conta do meu corpo. É isso. Eu sou fraca e talvez eu não me sinta tão idiota quando choro. Eu sou assim. Quando estou triste eu choro, eu sempre vou chorar. Isso não deveria ser um defeito.
— O que aconteceu? O que você faz aqui?
— Eu a ouvi dizer tudo. Ela machucou a nossa filha. — não espero muito para explicar as razões pelas quais. — Ela acabou com o nosso casamento. Destruiu a minha vida. — seus dedos cuidam das inúmeras lágrimas que saltam de mim. E profundamente, eu encaro seus olhos claros, me perdendo neles como se fosse a primeira vez. — Justin, esse filho é nosso. Eu nunca dormi com nenhum outro homem além de você.
— Você jura? — há tantas expectativas e sua voz. Não consigo lidar com essa parte frágil que existe entre nós dois.
— Eu juro.
— Me desculpe por ter lhe dito aquilo ontem, eu estava um pouco nervoso.
O louro me abraça tão forte que sou capaz de ouvir as batidas aceleradas de seu coração. Suas mãos brincam com meus cabelos e eu me sinto uma garotinha cega e sozinha, alguém que precisa ser cuidada de todo o mal. Que precisa daquela proteção que ele me oferecia, que ele me contaminava.
— Todas as vezes que eu falava que havia seguido em frente ou que pelo menos estava tentando, no fundo, eu só estava lhe amando ainda mais. E eu não vou pedir desculpas pelo que aconteceu, eu não me sinto culpada. Sei que fui enganada tanto quanto você.
O que me assusta é o quanto ele parece calmo. Talvez devesse arrancar seus cabelos, gritar, socar a parede, ou fazer qualquer outra coisa para expressar sua inquietude. Deveria deixar o desespero dominar sua mente, me xingar um pouco, talvez muito, enquanto estou aqui, tão desesperada e demonstrando o que eu sinto. Parece ser algo tão previsível.
— Tudo bem, está tudo bem agora.
— Queria me explicar por ontem. — Justin balança a cabeça, ele tende a prestar bastante atenção. — Eu liguei para o Pierre, porque precisávamos conversar. Há algumas semanas, ele me propôs algo. Disse que desejava que eu fosse para a França com ele.
— O quê? — percebo uma mudança brusca em sua voz, ele está desorientado, agora. — Você... Você não pode ir embora assim. Eu não vou permitir que você me deixe.
— Eu não irei. Foi por isso que o chamei, para falar que não posso ir. Mas não é apenas por você, é por mim, também, é pela minha vida. Não posso largar tudo aqui e ir para um lugar onde eu não conheça ninguém.
— Então, não é por mim?
— Não.
— Uau, essa doeu. — ele ri, embora esteja pensando a respeito.
— Eu te amo, sempre te amei, mas está na hora de eu começar a pensar um pouco mais em mim.
— Me dói saber que eu te privava das coisas. Eu sinto muito por isso. Sempre quis fazer você feliz, sempre quis que fosse apenas nós dois. Minha intenção nunca foi sufocá-la. — ele respira fundo e eu aliso seu rosto, talvez com tempo para contar cada uma de suas pintinhas amarronzadas. — Volte para mim.
— A verdade é que eu nunca fui embora. E vou me casar com você de novo e quantas vezes for preciso.
Suas mãos são envolvidas em meu cabelo de um modo que não posso me afastar, todavia, não pensei em fazer isso nem por um segundo. Contudo, volto a sentir seus lábios macios sobre os meus, e saboreio cada sensação deliciosa que esse beijo me proporciona.
Ouvimos um barulho forçado de garganta tomar conta do local, e quando viramos nossos rostos, assistimos a expressão engraçada que Vanessa carrega.
— Desculpe atrapalhar os pombinhos, mas Scooter acabou de ligar, ele disse que chegou ao hospital e quer que você vá até lá, Justin.
O louro apenas balança a cabeça antes de se levantar e me puxar consigo. Nos beijamos um pouco antes de eu descer do carro e vê-lo sumir pela avenida.

Justin Bieber POV.
12h40min PM.

— É por isso que você pediu demissão? — o homem pergunta no momento em que me vê sentar ao seu lado. — Estava se envolvendo com a Barbara?
— Não, eu não estava. Nunca me envolvi com ela. — falo orgulhoso, estufando o peito e quase batendo os punhos sobre ele. — Isso não é sobre um caso entre nós dois. Aquela mulher é louca.
— Ela está grávida. — arregalo meus olhos, quase vomitando meus próprios pensamentos. — Eu pensei que você fosse o pai.
— Ela não está grávida! — afirmo, colocando total certeza em minhas palavras. Eu a vi arrancar aquela ridícula faixa da barriga e me lembro do momento em que ela disse nunca termos nos envolvido.
— Sim, ela está. De poucos dias, mas está. Conversei com o médico que ficou responsável por ela, e esse foi o motivo do sangramento. Ela quase sofreu um aborto espontâneo. Foi por pouco.
— Não sou o pai dessa criança. Eu e Barbara nunca tivemos nada. Não sei o que acontecerá a partir de agora, mas isso não é um problema meu.
— E tem certeza sobre a demissão?
— Tenho. — ao dizer, levanto-me e aceno com a cabeça, reparando um sorriso gentil nos lábios do meu ex-patrão.
Ao chegar em casa, percebo uma calmaria, parece diferente, algo bom escorre pela corrente de ar que tanto me faz sentir bem, confortável e feliz por estar aqui novamente sem qualquer atrito entre mim e Selena.
Assim que passo pelo corredor e me escoro na parede gelada, observo Selena servir a mesa enquanto conversa com nossas garotinhas. Noto a felicidade em sua voz e a forma alegre que transborda em cada um de seus movimentos.
Ao se virar, nossos olhares se esbarram e ela fica séria, mas não é de uma maneira ruim. Na verdade, eu adoro essa sua expressão facial. Sinto como se ela voltasse a ser aquela mesma garotinha que conheci numa festa de adolescentes.
— Papai? — Sky pergunta, finalmente me notando aqui. — O que você está fazendo aqui? Veio nos buscar?
— Bom, eu estou no lugar certo? — brinco, encarando todas as três. — Pensei que estivesse em casa.
— Você voltou? — Hope quase grita, tentando descer da cadeira para poder correr até mim. Eu apenas balanço a cabeça. — Você voltou! — dessa vez, ela afirma, já abraçando minhas pernas até que eu pegue seu corpo miúdo no colo.
— Você vai ficar juntinho da gente de novo? Para sempre? — Selena gargalha do questionado da maior, nesse momento, abraçando minha cintura e não depositando nada além de alegria. — Eu estou muito feliz.

[...]

— A Hope vai ficar com isso no bracinho para toto o sempre? — a moreninha pergunta, encarando o gesso um pouco encardido.
— Não, meu amor, isso apenas irá curar seu bracinho, então, você poderá tirá-lo. Precisa apenas ter um pouco de paciência. — Selena explica, penteando os cabelinhos ralos da menor. — Está pronta. Agora podem ir.
Sky pega na mãozinha de Hope e ambas passam pela porta após acenarem.
— Você tem certeza de que é uma boa ideia deixá-las com esse garoto? — me refiro ao adolescente que mora na casa ao lado.
— Ele cuida delas todos os dias. As buscas no jardim e fica aqui até eu chegar do trabalho. Também, a sorveteria não é distante. Confio no Brooklyn.
— Tudo bem, é até bom ficarmos um pouco sozinhos. — Selena se aconchega em mim e pega um punhado de pipoca.
— Quando pegará suas coisas?
— Hoje mesmo. Não quero esperar nem mais um dia para poder voltar para nossa casa. — encho sua nuca de beijos, pressentindo que Selena sente cócegas, por isso se move constantemente e solta risadas altas. — Mas não é sobre isso que precisamos conversar. Barbara está realmente grávida.
— Mas ela... Ela disse que vocês nunca tiveram nada. É impossível ela estar grávida.
— Porém ela está. Quem é o pai, eu não sei. Mas não sou eu. Não sei com quem ela se envolveu e nem por quanto tempo, contudo, acabou finalmente engravidando.
— Tenho pena dessa criança. Depois de tudo que a Barbara fez, não duvido que ela queira abortar, se isso for um problema.
— Se é ou não um problema, tudo que eu sei é que não é nosso. Aliás, estou desempregado. Você irá nos sustentar de agora em diante.
— Você fala como se dinheiro fosse um problema para você. — ela ri sarcástica, brincando com meus cabelos. — Seu pai tinha uma concessionária de carros, ela é sua agora. Você possui mais dinheiro do que imagina.
— E falando nisso, preciso ir até lá. Deixei tudo nas mãos do Wesley, que sempre foi o braço direito do meu pai. Mas tenho que ver se está tudo ocorrendo bem.
— Mas precisa ser necessariamente agora? — conheço esse tom. E quando olho para seu rosto, também percebo aquele sorriso maldoso na curva dos seus lábios.
— Não, dá tempo de eu te foder bem gostoso.


Selena Gomez POV.

Dois meses depois, 05h00min PM.
Passo pelas portas cinza do elevador e vejo Taylor sentada num dos inúmeros bancos no saguão, com suas malas ao lado e um semblante agonizante. Reparo a tremedeira em suas pernas e o quanto ela batuca os dedos no descanso de braço.
— Você está linda! — falo altamente feliz, surpreendendo-a de maneira incomum.
— Selena! Que bom que veio se despedir de mim. Pensei que não fosse dar tempo. Te vi cheia de papéis essa manhã. Desculpe-me por isso, estou lhe dando tanto trabalho.
— Que isso, tudo sobre controle.
— Sua barriga já está tão crescidinha. Quantos meses?
— Brevemente estarei com três. — nós rimos juntas, ela já está de pé em minha frente. — Está ansiosa para sua tão esperada viagem à Paris?
— Demais. Não tenho controle das minhas pernas. — há um brilho maior em seus olhos claros, isso me faz bem. — E você? Como está sendo trabalhar para o dono de tudo isso?
— Está sendo ótimo,  apesar da exaustão.
Faz algumas semanas que deixei o estágio, apesar do pouco tempo que estive nele, para ocupar um lugar de secretaria do Theo Boulanger, pai de Pierre e o indivíduo que me entrevistou há meses. Ele achou melhor que eu me acostumasse com o fato de que agora não estarei sobre a orientação de seu filho, já que o mesmo estará partindo para Paris essa noite. E por isso, meu trabalho aumentou um pouco mais, motivo pelo qual passei as últimas semanas sem ver Taylor e as demais pessoas que trabalham aqui.
— E como será a partir de agora?
— Bom. — suspiro, tirando um peso de mim. — Vou continuar trabalhando até não conseguir mais, então, tirarei licença para poder cuidar do meu filho. Mas quando for possível, voltarei. Não serei mais aquela dona de casa. Eu e Justin estamos nos acostumando a outro tipo de vida, nada será como antes. E eu acredito que seja melhor assim. Vamos ficar bem.
— É ótimo saber disso.
— Temos que ir. — sua voz é familiar. Eu não preciso me virar para saber quem está aqui nesse momento. — Que bom que está aqui, Selena!
— Pierre! — eu o abraço, sentindo seu corpo apertar o meu de forma carinhosa, sem machucar qualquer parte de mim. Não nos víamos há semanas, agora trabalho em um prédio um pouco mais superior.
— Você está linda! — ele se refere a minha barriga, independente se ela está ou não tão perceptível. — Vamos voltar a nos ver algum dia?
— Claro, eu ainda preciso conhecer Paris. Talvez um dia nos trombemos lá.
Sinto um calor excessivo na região dos meus quadris. Seu hálito e a respiração tomam conta da minha nuca e eu pressinto meu coração acelerar, pois seu perfume dócil sempre me deixa bamba, me faz feliz.
— Então, temos que ir. — o rapaz diz. Ele me abraça novamente e, de modo educado, se despede de Justin.
Pierre e Taylor se vão.
— Confesso que fico feliz por ele estar indo embora. Me sinto um pouco ameaçado quando você está tão perto dele. — Justin sussurra, ainda com seu corpo por trás do meu, me transferindo tamanho afeto. — Vamos para casa?
— Ainda estou no meu horário de trabalho, não sei o que você faz aqui, exatamente. Sabe que só largo depois das sete.
— Agora que eu não trabalho, não tem tanto o que fazer.
— Talvez devesse procurar um emprego, já que isso te deixa tão à toa. Não quero que fique barrigudo por passar o dia inteiro sentado enquanto come e joga videogame. — ao me virar, Justin beija meus lábios diversamente, me causando risadas altas, ele ri de volta. — Bae, tenho que ir. Se meu patrão nos vir de tal maneira, estarei mais encrencada do que você imagina.
— E o que eu faço durante o tempo que você não está?
— Prepare o jantar, ora. — ele rola seus olhos e gargalha. — Eu estive o ensinando, certo? Está na hora de mostrar o que aprendeu. Quero uma maravilhosa macarronada.
— Terá sua macarronada, só não prometo que ela estará maravilhosa.
Demos um último beijo e logo Justin me deixou no elevador e voltou para casa, quem sabe.


Sete meses depois.

01h10min PM.
— Tchau, Kenai, nos vemos mais tarde. — Sky fala com o bebê dentro do carrinho, totalmente adormecido. — Tchau, mamãe.
— Tchau, mamãe. — Hope beija minha bochecha e dá a mão para a irmã. Ambas atravessam o portão.
— Até mais tarde, garotas. — elas acenam e entram no estabelecimento, me fazendo virar o corpo e empurrar o carrinho enquanto ando.
Demora cerca de dez minutos até chegar em casa. Kenai está dormindo, eu o amamentei antes de levar as garotas à escolinha. Contudo, subo até seu quartinho esverdeado e o deixo no colchão, ligando o pequeno brinquedo instrumental que existe sobre o berço.
— Durma com os anjos, meu amor. — ao sussurrar, afasto meu corpo e durante os segundos que gasto para chegar à porta, encaro meu bebêzinho adormecido, tão pequeno e vermelhinho, empacotado numa manta branca como algodão.
Passo algum tempo arrumando a casa, recolhendo os brinquedos das garotas e algumas mantas do Kenai. Quando o telefone toca, reconheço que talvez seja Justin. E ao ouvir sua voz rouca soar, perguntando se está tudo bem, me jogo no sofá e encaro qualquer canto quieto.
— Eu vou demorar um pouco. — o louro diz, me fazendo rolar os olhos. — Tenho que assinar algumas papeladas da concessionária, mas chego para o jantar.
— Podemos lhe fazer uma visita?
— Claro, meu amor. É até bom. Assim você pode escolher o carro que quer.
Um barulho estranho vem do andar acima, algo suficientemente capaz de me fazer assustar e pular do estofado em que estive largada.
— Tudo bem, mais tarde eu estarei aí.
Não espero com que Justin me responda, apenas desligo o telefone e o jogo num local qualquer.
Subo as escadas rapidamente, quase tropeçando em meus próprios pés, e ao alcançar o corredor, percebo a porta do quarto de Kenai fechada. O medo toma conta de mim, talvez a paranóia, mas isso não impede que meu coração se acelere enquanto caminho até o quarto, ultrapassando os dois primeiros.
Rodo a maçaneta com calma e empurro a madeira branca, encarando o berço como se ele fosse o único objeto no lugar. Basicamente corro em sua direção e me desespero em não ver meu bebê enrolado em sua manta.
— Oh, meu Deus, Kenai!
— Fale baixo, você irá acordá-lo. — meu corpo inteiro é paralisado. E, aos poucos, viro meu rosto, encarando-a com o meu bebê nos braços.
— Barbara?!



Se eu tivesse a chance, se eu tivesse a chance eu nos faria novos em folha. Eu nunca quis, nunca quis que fossemos restos. — Been You

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ALO ALO, PENÚLTIMO CAPÍTULO E EU NÃO ESTOU ACREDITANDO NISSO. Gente, olha só onde já estamos. Eu sei que demorei, mas eu estou com infecção intestinal e urinária, ou seja, sinto muita dor abdominal e na região dos ovários, só consigo ficar deitada, dormindo para ver se a dor alivia, já que eu não tenho nem dinheiro para comprar os remédios ):
De qualquer forma, arranjei um jeitinho de escrever, só teria capítulo na sexta que vem, mas eu não queria fazer vocês esperarem tanto. Eu queria dizer também que eu fiz uma conta no wattpad e PROVAVELMENTE postarei uma história lá com inspiração no clipe da Halsey, Colors. Espero que vocês me acompanhem lá, amém.
É só isso. Depois do fim, terá o epílogo que será dividido em algumas partes, como vocês já sabem. Estou tão ansiosa.
Não respondi os comentários, me desculpem, mas eu realmente estou sentindo bastante dor e só quero ficar deitada. Me perdoem. Beijos ❤️

15 comentários:

  1. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Tive um ataque quando o Justin deixou ela tipo MANO NÃO VAI EMBORA ESCUTA ELA.
    VÁRIOS SENTIMENTOS NA HORA DA TRETA, GRITEI MT QUANDO A SELENA PUXA O CABELO E DA NA CARA DELA, E DEPOIS O OTP SE RECONCILIANDO SCRR EU TO URRANDO, MELHOR CENA EVER MEU CORACAO AINDA TA AGITADO.
    EU NÃO ACREDITO QUE ESSE CÃO AINDA NÃO MORREU, COMO OUSA CHEGAR PERTO DO KENAI (Kenai Victorea?). EU TO VIRADA COM A AUDÁCIA DESSA MULHER, MORRE DEMÔNIO MORRE!!!
    E como assim ela tá grávida? Tipo então ela já ganhou o neném dela tbem? Ou abortou? Aí to curiosa.
    Melhoras p vc meu amor.
    Queria te fazer uma pergunta. Como que fica after midnight? Eu quero uma continuação, todo dia eu fico pensando no Justin falando p Selena que desistiu do casamento, preciso da continuação.
    MANO NEM ACREDITO QUE ESSA FIC JÁ TÁ ACABANDO EU PEGUEI ELA NO COLO (crying in only hope language) CONTINUAAA BJSSSS.
    @killmemarie aka @sameoldsaylor

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  2. Olâ!Vamos com calma pois há muito que falar, primeiramente quem o Justin pensa que é para duvidar da Selena aqui, o acusado é ele tapa bem merecido esse que ele levou, Pierre um lorde não temos o que falar desse principe sorte da Taylor!
    Segundo Barbara vadia levou a surra que tanto meecia!
    Eu quero não só agradecer a Deus como a Jesus tambem!
    Demorou mais a hora dela chegou, a Selena deva ter batido tanto que o ultero dela ter escapado pelo meio das pernas, afinal quem ela acha que é para machucar a Hope! queime no fogo do inferno (acho que eu estou levando essa fanfic a serio de maiskkk)
    Mais eu amei a Surra bem merecida, logo apos esse triunfo, vemos o otp juntos finmente eu ouvi um amem! Serio amei o jeitinho deles sempre fofos e mordiveis!
    Sobre o novo bebe já quero a fotinho dele!Selena mãe melhor coisa, e a barbara não se cansa de ser ma vadia, voltar para atormentar, e aquela amiguinha dela tameb devia ter o registro casado pois ajudou em tudo isso, ela ficando gravda do David tacada de mestre, o que aconteceu com essa criança? Pobre dela!
    Anciosa pelo proximo capitulo não vejo a hora!
    Ela não pode tocar num fio de cabelinho dessa criança!
    Faça um hot supremo no epilo prf, amo seus hots e não posso me relembrar deles isso é tão triste!
    Ps: Toda vez que eu escuto iris eu lembro de HTB, eu ovi a musica por causa daquela fanfic, eu adoro ela você sabe e sinto muita falta!
    Ps2: Queria muito bordeline!
    Continua logo estou super anciosa!
    Beijocas

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  3. POR QUE A BARBARA TEM QUE SER TAO VACA? Que odio dessa mulher! Besides that, muito lindo eles dois voltando, e os tabefes que a selena deu na vaca foram bem merecidos! Ansiosa de mais pro ultimooo! Beijaao

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  4. CARA***, desculpa pelo palavrão minha filha! Então estamos chegando ao fim de TLH, qnd o último cap chegar eu irei chorar muito, n vou mentir. Eu n sei oq te dizer desse capítulo...MENINA, EU ADOREI A SURRA QUE SELENA DEU NA BÁRBARA! ME SENTI VINGADA MUAHAHAHAHA Eu amei o fato de Selena ter corrido, nem que seja um pouquinho, atrás do Justin! Kenai mal apareceu e eu já o amoooo. AAAH para tudo!!!! BÁRBARA TÁ GRÁVIDA DO CARINHA LÁ, ESTOU EU CHOCADA, JOGADA NO CHÃO! MAS MENINA! EU ESTOU COM UM MEDO! A BÁRBARA TÁ COM O KENAI?! COMO ASSIM?! N PLEAAAASE! To mt ansiosa Tore, vc como sempre arrasando! CONTINUAAA ❤

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  5. ALOHA TORE MEU AMORZINHO ❤
    Eu não comentei no capítulo anterior me perdoe, mas não estava nos meua bons dias.
    PENÚLTIMO CAPÍTULO????? A ficha ainda não caiu para mim.
    HOPEZINHA RAINHA!!!! "A Hope lembrou muito" vontade de beijar até esmagar essa criança!!!
    Socorro que surra merecida essa que a Selena deu na cabelo de água de salsicha, fiquei aqui quase gritando mas me segurei, eu nunca consigo ler seus capítulos sem pausar, eu fico muito eufórica kkkkkkk #help
    O otp está de volta,nossa como eu almejei essa cena mais que tudo, com todas as forças.
    O Kenai nasceu!!! Nunca vou perdoar pelo nome mas fazer o quê né? Tore eu queria a cena do parto, mas n tome isso como chatisse da minha parte por favor, tá tudo perfeit9 como sempre!
    Eu não fiquei surpresa com a Barbara pq vc já tinha dito mas ESSA COBRA N DESISTE NUNCA NE? Pior que a Hailey Balde af.
    Melhoras para você, vou orar por você, é a única coisa que posso fazer. Minha mãe tava com infecção urinaria ela só conseguia dormir sentada parecia ser horrível.
    Obrigada por esse capítulo maravilhoso.
    Beijos, Morg ♡☆

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  6. eu to literalmente MORRENDOOOOOOOO COM ESSE CAPITULO, serio eu canso em dizer q eu amo suas fics e amo vc por me proporcionar tudo das suas historias. namoral esse capitulo nao ta nada menos que FODA! eu amei selena acabando com a barbara e a vadia ainda ta gravida do david kkkk risos, o otp finalmente voltou e selena botou a taylor na fita do pierre que continuou demonstrando ser um principe para a selena. e a hopezinha acordando a selena? morri de fofura. mas to já tremendo com esse final, barbara vadia nem pense em encostar um dedo no kenai que eu te mato com minhas mãos! bom amor, vc arrasou como sempre, melhoras para sua infeccao, e continua <3 (stolenlove no spirit)

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  7. Bom, torefofinha, primeiramente QUE SAUDADE CARALHO AOJEOAKDOAT eu só consegui entrar agora no seu blog e ler os 3/4 capítulos atrasados que eu tinha. Eu sumo por alguns meros dias e tudo isso acontece, cara!! Estou muito surpresa, mas nem tanto pq a Bárbara é naja. Não estou coNSEGUindO aceitar que é o penúltimo capítulo de tlp, como vou viver sem? Essa fanfic já virou uma parte vital de mim, não dá. Eu simplesmente amei todos os capítulos com todas as minhas forças, ficaram incríveis e eu não espero nada de você que seja menos que isso. E um pedido: não pare de escrever pelo amor de meu Pai Jesus Cristo! Você é uma autora incrívelmente maravilhosa e não consigo me imaginar não lendo suas obras. Ficar sem ler suas fanfics é pesado demais pra uma pobre pecadora como eu! Escreve no wattpad, facebook, twitter, nas notas, nas paredes, desde que você escreva e eu consiga ler já tá maravilhoso pra mim! Por favor, não nos abandone sua cachorra. Nunca irei abandonar você. Não sei se você irá lembrar do meu user, mas eu sou a @beengomez do spirit, óbvio, mas enfim isso não é importante. Deixo este comentário com uma dor no coração enorme. Beijos, meu amor ❤

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  8. Eu não comentei no último capítulo, me perdoe, foi preguiça. Eu acordei agorinha mas vou fazer um comentário mesmo que ele fique pequeno.
    Quando Justin jogou o buquê no lixo e foi embora eu quis gritar "SEU OTARIO SAIA DESSE CARRO OU EU FAÇO VOCÊ SAIR", quis chorar.
    SELENA BATENDO NA BÁRBARA, AMEI DEMAIS! Amar é pouco, sos. Justin devia ter deixado ela continuar, mas talvez Selena acabava matando o bebê de Bárbara e ninguém quer isso.
    Falando em Barbara, O QUÊ QUE ESSA VADIA FAZ COM O O MEU KENAIZINHO? Tá pedindo para morrer, só pode. Eu não sei o que ela tem em mente mas por favor ela que vá tomar no cú, foda-se a delicadeza, ela tem de se fuder mesmo. Espero que fique paraplégica por ao menos tentar fazer mal a Kenai. Fiquei mais excitada para o próximo capítulo não só por ser p último mas para saber o que Selena fará com essa mulher, necessita de outra surra ela!
    Fico aguardando o próximo capítulo na sexta, beijos!🌸💘

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  9. amigaaaaa do céu eu juro q não tive condições de comentar ontem perdão ❤ e cá estou eu meu amor...
    eu não estou preparada para o fim, eu te acompanho a tanto tempo e nunca consigo superar suas estórias bae enfimmmm vamos ao capítulo, juro que chorei na parte q o justin achou q tinha rolado algo entre a selena e o pierre :/ e porr falar dele eu até irei sentir falta dele omg kjkkjkj e a hope?? eu amo essa pessoinha achei a coisa mais fofa desse mundo ela falando pra selena q se lembrou socorrooooo eu vou sentir tanta falta dela senhorrr q ajude kjkkjkj achei mt digno a selena acabando com a barbara foi MT top hahaha precisamos falar sobre o casal voltando adoreiiiii e o kenai? amei o nome dele e aa vagabunda pegando ele?? socorro amiga não deixa ela machucar ele não por favorzinho❤
    juro q to ansiosa mas quero que vc enrole pra não acabar logo hahaha enfimmmmm te amo e até a próxima ❤ bjsnjsbjs

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  10. Olá, cá estou eu!
    Eu não falei sobre o ocorrido do social spirit, porém queria/quero falar rapidinho sobre isso. Mesmo que já tenha passado um tempo, eu ainda sinto um aperto no meu coração por você ter sido banida 💔. Isso é bem decepcionante, você era uma das melhores escritoras do site; a cada dia que passa o social vai banindo contas e vai excluindo histórias, eu penso que eles não se tocam que com isso eles vão perdendo usuários, eu até entendo eles banirem pessoas que cometem plágio, mas banir contas como a sua foi banida é totalmente sem nexo, enfim já falei bastante sobre isso, só queria dizer que sinto muito por você e por sua conta. Eu não tinha e nem tenho contato com você, só comentava nas suas fics (quando eu não ficava com preguiça), mas queria dizer que espero de verdade que você não pare de escrever tão cedo, fiquei sabendo que você vai publicar uma história no wattpad e estou extremamente ansiosa para tal, e por favorzinho, quando postar a fic lá coloca o link no seu twitter ou até mesmo aqui, eu criei a minha conta lá faz uns 3 dias e ainda não aprendi a usar 😂. Meu Deus, eu só vou ficar falando besteira e não vou comentar nada da fic, desculpa. Agora vem outro ponto que eu queria falar rapidinho também. Eu não tive tempo para comentar aqui, nessas últimas semanas meu tempo ficou bem escasso; final de bimestre vem os trabalhos e provas, enfim. De verdade, peço mil desculpas. Eu amo o jeito que você escreve e as suas histórias, todas são fantásticas, sem exceções. E eu sou uma pessoa bem tímida, embora às vezes não pareça. Então, eu não costumo fazer comentários desse tipo (só para pessoas que eu tenho um pouco mais de intimidade). Talvez ou com certeza, eu já estou falando coisas nada a ver, mas ok. Considere isso uma declaração que era para ser bonitinha e que acabou ficando nada a ver.

    Agora voltando a fanfic: eu não acredito que o próximo será o último, como assim? Poderia ter uma 3° temporada. Sem dúvidas, quando a fic acabar eu vou relê ela inteirinha. Não sei como vou superar, sério.
    Quando a Barbara desistiu do plano sem noção dela e começou a contar toda a verdade para o Justin eu pensei que ela tava sonhando 😂. Eu não acreditei. Ela falava tanto que não ia desistir. Aí depois do nada, ela joga as cartas na mesa.

    Se eu disser que achei que a surra que a Barbara levou foi pouco, estarei sendo um pouco cruel? Acho que não. Só tenho dó dessa criança, que mãe horrível para se ter.
    Como é que essa vaca conseguiu entrar no quarto do Kenai? (me corrija se eu escrevi errado) essa mulher tem que ficar no manicômio, ela é doida. Fala sério. Espero que ela não sonhe em fazer nada com o Kenai, já basta as besteiras que ela fez.
    Moça, cadê a Ash??? Estou sentindo falta dela com a Sel ❤, melhor amizade.
    Não posso deixar de falar da Sky e da Hope, meus amores. Hope minha eterna bebezinha ❤, não consigo lidar com a fofura dela, mds.
    Como assim o JB não quis ouvir a Selena só porq o Pierre tava na casa dela, por favor. Justin, colabora. E depois de tanto tempo... Jelena volta a reinar, estou tem palavras. Esse capítulo ❤. Parabéns!
    Desculpa por não ter feito um comentário melhor 💔.
    Não acredito que o próximo será o último 😭. Antes que eu me esqueça, MELHORAS!!!
    Continua logo 💓.
    Beijos!
    Nota: Infinita.

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  11. será que agora que eles voltaram a Selena vai deixar o Justin comer a bunda dela????? ele queria tanto, coitado do bichinho

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  12. Olá, apareci. Demorei? SIM! Mil desculpas. Eu leio sua fanfic pelo celular (amo) e é tão horrível planejar um comentário descente por ele. Não quero apenas ''continua'', já virou rotina tentar fazer comentários legalzinhos com algumas 10 linhas (nem sei se irá realmente chegar nessa quantidade, mas tudo ok).

    OLÁ, DATTBAYO!!! Você nunca decepciona, INCRÍVEL. Mesmo quando faz a pessoa chorar de tristeza, você não decepciona!!! É tão bom ler suas palavras, são surpreendentes. A cada dia, eu me esqueço das leituras horríveis que lia no passado e fico comparando com sua escrita... É muito diferente!

    Aliás, não só o jeito que você põe as palavras, mas sim o jeito que você conta cada detalhe, não deixando se passar algum. AAAAAAAAAAA, irei infartar um dia ainda dizendo o quanto sua escrita é impagável... Sim, impagável!

    Meu anjinho, já estou de saída... Eu tô toda triste porque TLH está no fim, mas me orgulho muito de ter sido uma leitora que acompanhou desde o primeiro capítulo até o último. Sei que faltei em muitos comentários e fui infiel nessa parte, mas sou MUITO preguiçosa. Nem sei o que estou fazendo aqui! É brincadeira, sei sim.

    Então, era só isso. Estou querendo matar Barbara e me interferir no relacionamento Jelena, ELES SÃO TÃO LINDOOOOOOOS. Ou talvez eu queira ser uma Hope ou Sky da vida. Se ver alguma ''júlia'' na fanfic, do nada, quando estiver revendo seu capítulo, saiba que eu entrei na fanfic. DOIS BEIJOS.

    Abraços. @ jeleninha.

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  13. PS: PELO AMOR DE DEUS TORE. NÃO DESISTE DE AFTER MIDNIGHT!!!! EU NECESSITO TERMINAR DE LER ESSA FANFIC :(

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  15. Então, cheguei!
    Com a tamanha cara de pau sim, perdoa?
    Enfim, so tenho a dizer que foram muitos tiros em um capitulo só. Fico imaginando como será o ultimo, tenho até medo 😓
    A Bárbara realmente uma nojenta sem fim, mu Deus. Ainda bem que a Selena ouviu tudo, não aguentava mais essa espera.
    Pierre fofonute foi embora :( noss, eu gosto taaaaanto dele.
    Ele é tão bom, fofo, educado e lindo, mds.
    So, eu adoro tanto sua escrita, taaanto mesmo.Que bom que continua sempre. Embora você não queira ou não se ache auto-suficiente o bastante para publicar um livro, eu quero muito deixar algo seu na minha estante, muito mesmo ❤
    Agora eu vou imaginar a queda da Bárbara de varias maneiras por ter pego o pequeno Kenai. ELE NASCEU, AMÉM!
    enfim, desculpe a demora.

    Ps: Eu excluí o comentário passado pois esqueci de digitar algo que eu esqueci novamente, nesse exato segundo... Eu pergunto outra hora.
    Xoxo
    Han

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Seja educada comigo e você terá o melhor de mim!